InícioUma Intuição...Sebastião J Formosinho

Lançamento - Sebastião J. Formosinho

Senhor Reitor,
Senhor Director do Museu da Ciência
Senhor Prof. Vítor Crespo,
Senhor Prof. Carlos Fiolhais
Caros Colegas
Prezados Estudantes

As minhas primeiras palavras são de agradecimento à Artez que assumiu o encargo de editar esta controversa obra. Ao Dr. Diogo Cabrita seu proprietário, aqui presente, pelo empenho financeiro, ao Dr. Paulo Bernaschina e ao meu filho Pedro pelas tarefas editoriais e de design, o meu bem hajam.
Aos apresentadores da obra pela perspectivas complementares que aportaram a este meu trabalho. Ao Prof. Werner Schneider pela sua reflexão de um suíço a ver Portugal no sonho educativo de Viseu e na morte do mesmo sonho, e como vê Portugal através desta desoladora experiência. Ao Prof. Vitor Crespo que com sacrifício pessoal veio a Coimbra dar-me o seu apoio pessoal e proferir palavras amigas e encorajadoras, mas igualmente iluminantes nos caminhos do ensino universitário português no contexto do Processo de Bolonha. Ao Prof. Carlos Fiolhais que teve o encargo mais espinhoso de ler uma obra que lhe era inteiramente desconhecida em relativamente pouco tempo e a estudou ao ponto nos suscitar pontos de reflexão e aprofundamento. A porta cultural que a fase da descoberta científica contempla a nível pessoal, perante a evidência estatística que encontrámos, terá de difundir e ampliar até ao colectivo. A todos o meu muito obrigado.
Aos professores Veronika Wagner, Werner Schneider e aos Arq. José Cornélio da Silva e Lucien Steil pelo notável trabalho académico que realizaram em Viseu e a quem dediquei esta obra. Mas por detrás da obra estão equipas de que permito destacar o carácter instrumental do Dr. Pedro Paraíso na patente HEINET que potencializava toda a modernidade do projecto de ensino. Ao Director Clínico da Clínica Dentária, Dr. Armando Oliveira, para conferir uma forte vertente de saber fazer e profissional ao Curso de Medicina Dentária. E a todos os professores e assistentes que se empenharam no projecto educativo, colegas da Universidade de Coimbra e membros do corpo docente da Católica em Viseu e na Figueira da Foz, e cujos nomes são muitos para os mencionar e correr o risco de esquecer alguém. A todos, repito, o meu muito obrigado.
E a todos vós aqui presentes, colegas, amigos, estudantes, muito grato estou pelo vosso interesse e amizade.
Sobre a obra falaram os apresentadores por si. Nada mais direi, a não ser que de há uns anos a esta parte têm surgido obras que, tal como a minha, transmitem a mesma preocupação sobre os destinos do país. e de como talvez se possa emergir de tantas problemas através de, Parafraseando Oliveira Martins, talvez através deste «caso de Viseu» se tenha o proveito de um alcance expressivo na história, na cultura, na ciência, na educação em ordem a uma melhor compreensão do carácter do povo português. Sobre a realidade desta novidade educativa em Viseu acabou por emergir uma linha de investigação com o Prof. Alberto Canelas Pais e o estudante de doutoramento João de Almeida - “quimiometria da ciência”. Esta nova linha de investigação parece permitir encontrar novas vias de olhar a ciência em Portugal, na Europa e no mundo, ao modo de uma relação de semelhanças e diferenças entre famílias químicas. Os que tiverem oportunidade de participarem no Simpósio de Homenagem ao Prof. Rocha Gonçalves, recentemente jubilado, poderão prosseguir na linha que apontei em “Uma Intuição por Portugal” ao escutar a minha intervenção intitulada “Marcas culturais na Ciência Europeia. O repensar do paradigma científico”.

Sebastião Formosinho

Discurso lançamento [pdf]
Ciência e Universidade